sábado, 26 de novembro de 2011

                                                                             Capítulo       001
                                         (04/11/11)

                                   LADO A LADO
                          Novela de
                                     FELIPE LEIBOLD









                                    Personagens deste capítulo
       MÁRCIO                   EDUARDO                       LUANA                  EDGAR
         OLGA                       MILTON                          CELINA
      RAIMUNDO               MÁRCIA                       EUSTÁQUIO
      CAROLINA               HENRIQUE                      MÔNICA
         HEITOR                   VALTER                          CARLOS
      VIRGÍNIA               GUILHERME                       FÁTIMA          
      REINALDO                CÁSSIO                               ANA
         FÁBIO                       SÔNIA                             LURDES




CENA 01/ RIO DE JANEIRO/ MAR/ PRAIA/ EXTERIOR/DIA.
Um clima de alegria, com uma música bem animada no BG. Imagens ensolaradas do Rio de Janeiro, do cristo redentor, das praias, dos mares. . .
CORTA PARA:


CENA 02/ MODA SHOPPING/ INTERNO/ DIA.
Moda Shopping é uma loja de roupas, dentro de um shopping bem grande. Ao seu lado fica a loja Seu Estilo, que é igualmente de roupas. Atrás do balcão de Moda Shopping, está Márcio, que trabalha lá. Ele está lendo uma revista. Márcio vê a hora, e assusta, são 10h30min AM.

MÁRCIO – Ferrou!

CORTA PARA:


CENA 03/ CASA DE OLGA/ QTO OLGA/ INTERNO/ DIA.
Olga observando os vizinhos da janela de seu quarto. Ela vê Edgar entrando com uma mulher em casa.

OLGA – Não acredito! Enquanto a Nádia trabalha que nem uma condenada, o Edgar fica aí, traindo a coitada!

O celular dela toca, Olga atende.

OLGA – O que foi Márcio?

Enquanto isso ela vê Edgar entrando em seu quarto com a mulher (a janela dele está aberta)

MÁRCIO – (em off) Como assim “o que foi”?!

CORTA RÁPIDO PARA:


CENA 04/ MODA SHOPPING/ INTERNO/ DIA.
Márcio anda pela MODA SHOPPING, enquanto fala nervoso.

MÁRCIO – (continuando sua fala do final da cena anterior) São dez e meia! Daqui a meia hora a Carolina tá vindo aqui, e adivinha? Eu vou ter que arrumar outra desculpa pra você e o Raimundo não estarem na loja!

CORTA RÁPIDO PARA:


CENA 05/ CASA DE OLGA/ QTO DE OLGA/ INTERIOR/ DIA.
Olga está mais interessada em ver Edgar na janela do que ouvir Márcio no telefone.

OLGA – Tudo bem, eu vou chegar aí em quinze minutos!

Olga vê Edgar tirando a camisa, e começando a beijar a outra mulher.

OLGA – Talvez vinte!

Edgar fecha a cortina do quarto.

OLGA – (decepcionada) Daqui a cinco minutos eu aí!

CORTA PARA:


CENA 06/ CASA DE OLGA/ SALA/ INTERIOR/DIA.
Olga – já pronta – pega sua bolsa que está no pequeno sofá da sala dela, e sai de sua casa.
CORTA PARA:


CENA 07/ CASA DE RAIMUNDO/ SALA/ INTERIOR/DIA.
Raimundo observando os vizinhos pela sua janela.

OLGA – (do lado de fora da casa, gritando) RAIMUNDO!

RAIMUNDO – (para si) Minha companhia de ônibus!

CORTA PARA:


CENA 08/ MODA SHOPPING/ INTERNO/DIA.
Raimundo e Olga chegam à loja correndo.

RAIMUNDO – (para Márcio no balcão) Ela já chegou?

MÁRCIO – Não! Ainda não, mas olha da próxima vez, não atrasem, por que se ela chegar aqui e não tiver ninguém/

OLGA – (corta) Aí você inventa uma desculpa porque você ama muito a gente!

MÁRCIO – Não estou brincando, Olga! E além do mais, eu sou horrível com desculpas!

RAIMUNDO – Que isso, biba? Eu sou ótimo! Quer ver, me pergunta o que eu estava fazendo?

MÁRCIO – (tentando ligar Raimundo de que isso é ridículo) Raimundo!

RAIMUNDO – Estou falando sério. Pergunta aí, Olga!

OLGA – O que você estava fazendo?

RAIMUNDO – (falando bem rápido) Eu estava me preparando pra vim pra cá, mas aí deu um problema imenso no meu secador de cabelo, aí eu tive que chamar o Vandinho pra poder me dar um ‘help’, mas adivinha? Vandinho levou um choque, e acabou desmaiando. E eu lá, na maior loucura tentando socorrer Vandinho, e nada do bofe acordar. Aí quando eu vi o horário, eu dei uma de macho, bati na cara de Vandinho, ele acordou e só aí que eu vim pra cá!

OLGA – E quem é Vandinho?

RAIMUNDO – Sua ignorante, eu estava inventando tudo isso é claro!

OLGA – Foi tudo na hora, no improviso?

RAIMUNDO – Sim, eu disse que eu sou bom. Viu Márcio? Aprende comigo!

MÁRCIO – Melhor não, por que a patroa vai começar a me estranhar a partir do momento em que eu falar ‘Vandinho’ e que eu disser que estava com secador de cabelo.

Carolina entra na loja.

CAROLINA – Bom dia!

MÁRCIO, RAIMUNDO e OLGA – Bom dia!

CAROLINA – Tudo bem por aqui?

MÁRCIO – Claro tudo sobre controle!

RAIMUNDO – Como sempre veio checar a loja?

CAROLINA – É claro, você tá cansado de saber que eu sempre faço isso! É bom, quando se tem um negócio, administrar ele direito! E eu tenho essa loja!

OLGA – Mas a (aponta para seu lado direito – onde fica a loja Seu Estilo –) passa o dia inteiro aí, e de acordo contigo ela não administra direito!

CAROLINA – E não administra mesmo, o que ela quer é ficar implicando com todo mundo, Olga! É alegria dela. Mas por falar nisso, a diaba já chegou?

MÁRCIO – Não, só os funcionários tão lá agora!

CAROLINA – Que estranho, a Virgínia nunca atrasa! Principalmente, por que ela sabe que eu venho aqui as onze, e o prazer de vida dela é me irritar! (ri) Mas enfim, daqui a pouco eu volto, tenho que fazer umas comprinhas no mercado aqui do lado.

MÁRCIO – Boas compras, dona Carolina!

CAROLINA – Obrigada, Márcio!

Carolina sai da loja e passa na frente à loja Seu Estilo, lá estão Heitor e Victória.

CAROLINA – (passando) Bom dia, Heitor! Victória!

Ela segue seu caminho. A CAM. Fica em Heitor e Victória.

HEITOR – Queria tanto que ela fosse nossa patroa, ao invés daquela cobra!

VICTÓRIA – Cuidado com o que fala, com a Virgínia não se brinca! Do jeito que é louca, quem sabe se colocou câmeras aqui?

HEITOR – É verdade, mas eu até estou preocupado com o atraso dela, por que afinal, ela num perde a chance de humilhar a Carolina dizendo que aqui é melhor do que a loja dela.

VICTÓRIA – Deve ter acontecido uma coisa grave então, né?

CORTA RÁPIDO PARA:


CENA 09/ CASA DE VIRGÍNIA/ SALA/ INTERNO/ DIA.
Virgínia loucamente revistando sua sala, tentando achar algo.

VIRGÍNIA – (gritando) REINALDO! Cadê a porcaria da chave?! Eu estou perdendo tempo de humilhar aquela idiotinha da loja do lado! Se bobear ela já até saiu de lá!

Reinaldo entra.

REINALDO – (mostrando a chave em sua mão) Aqui a chave, Virgínia!

VIRGÍNIA – Onde tava essa porcaria?

REINALDO – No nosso quarto!

VIRGÍNIA – Ata! (tira a chave da mão de Reinaldo) Beijinhos!

Ela vai saindo, até que para, e vir apara Reinaldo de novo.

VIRGÍNIA – E o Fábio?

REINALDO – O nosso filho (faz ênfase em ‘nosso filho’) tá no quarto. 

VIRGÍNIA – Acho bom que ele não saia de lá, por que da última vez, saiu e só voltou de madrugada.  Eu quero que você tenha uma conversa muito séria com ele! (pausa) Enfim, tenho que ir. Beijos, meu amor!

Virgínia vai embora. Reinaldo fica pensativo.

REINALDO – Onde é que esse menino tava até àquela hora, só Deus sabe.

CORTA PARA:


CENA 10/ CASA DE VIRGÍNIA/ QTO DE FÁBIO/ INTERNO/ DIA.
Fábio sentado em sua cama pensativo. FLASH-BACK – ainda não gravado -.
Fábio num beco escuro da rua, fumando – aparentemente drogas – com algumas outras pessoas. Logo depois, uma cena deles andando pela rua, completamente drogados.
Fim do FLASH-BACK CAM volta para o rosto de Fábio, que coloca sua mão na testa pensando.
CORTA PARA:


CENA 11/ RUA/ EXTERNO/ DIA.
Carolina anda pela rua em que mora. Lá nós temos a casa de Milton, colada com a de Carol, logo depois o hotel de Eduardo, e uma casa à venda a direita do hotel. Carolina está com sacolas na mão, ela bate na porta do hotel. Eduardo abre a porta.

EDUARDO – O que você veio fazer aqui?

CAROLINA – Parece que você esqueceu que eu sou a mãe do Carlos.

EDUARDO – Tão boa mãe, que nem quis ficar com o filho. Logo na separação/

CAROLINA – Ah, não! Num me vem lembrar da nossa separação. Não sou capitã pra ficar navegando em águas passadas. Mas e aí? O Carlos tá ou não?

EDUARDO – Ele ainda num chegou da escola, não!

CAROLINA – Ah tá, e a piriguete da tua mulher, tá aí?

EDUARDO – “PIRIGUETE”?  Vai me dizer que você tem ciúmes da Luana.

CAROLINA – Ciúmes? Ah, vai se ferrar, Eduardo! Quando MEU filho chegar, avisa! Quero falar com ele um pouco!

EDUARDO – Pode deixar capitã.

Carolina vai embora. Eduardo fecha a porta. Carolina entra em sua casa.
CORTA RÁPIDO PARA:


CENA 12/ CASA DE CAROLINA/ SALA/ INTERIOR/ DIA.
Carolina chega a sua casa. Ela joga as compras no sofá, e observa uma foto dela e de Eduardo no casamento. Ela se senta pensativa com a foto na mão. FLASH-BACK – ainda não gravado -.
À noite, na antiga casa de Carolina – sala –. Eduardo abre a porta, ele entra com cuidado, e tentando não fazer muito barulho. Até que uma das cadeiras da sala, gira, nela está Carolina sentada.

CAROLINA – O que você tava fazendo até essa hora fora?

EDUARDO – Eu tava com uns amigos!

CAROLINA – Não mente pra mim, Eduardo!  (Carolina levanta da cadeira) Você tava ou não com outra mulher?!

EDUARDO – Claro que não! (abraça Carol) Você sabe que eu/

CAROLINA – (jogando Eduardo para o lado, e o cortando) Que você sempre sai com esses “amigos” aí, e volta de madrugada! O engraçado é que nenhum deles trabalha, num fazem nada, né?

EDUARDO – O que você tá querendo dizer com isso?

CAROLINA – Eu querendo dizer que eu acho que essa história tá muito mal contada.

EDUARDO – Você tá com ciúmes de novo, é isso?

CAROLINA – Sim, eu , Eduardo! Porque eu te amo!

EDUARDO – Se você me ama, confia em mim! Eu não tava com mulher nenhuma!

CAROLINA – Vou te dar mais uma chance, se você me aparecer aqui de novo, a essa hora da madrugada, eu me separo de/

EDUARDO – (corta) Você é muito ciumenta mesmo! Ninguém te aguenta!

CAROLINA – Ninguém aguenta você também! Não liga pro que os outros sentem!

EDUARDO – Eu ligo sim, mas já tá enchendo o saco essa historinha de ciúmes, Carol!

CAROLINA – Ah tá, então eu resolvo isso rapidinho! Tchau, Eduardo! Eu volto pra pegar minhas roupas!

Carolina sai furiosa. Eduardo fica sem ação.

EDUARDO – Mulher é uma coisa complicada!

Fim do FLASH-BACK. CAM. Volta para cara de Carolina, ainda com a foto na mão.

CAROLINA – (falando para a foto) Como eu te amava. Mas como eu te odeio! E você ainda foi comprar um hotel, com sua nova esposinha piriguete,bem na frente da casa pra qual eu me mudei! COMO EU TE ODEIO! COMO EU TE ODEIO!

Carolina joga a foto no chão, e a quebra.
CORTA RÁPIDO PARA:


CENA 13/ CASA DE CAROLINA/ QTO DE CAROLINA/ INTERNO/DIA.
Carolina entra em seu quarto, ela deita em sua cama, e olha para o teto, sorrindo.

CAROLINA – Eu amo ficar sozinha! (pausa) E isso não vai mudar nunca!

CORTA PARA:


CENA 14/ SEU ESTILO/ INTERNO/ DIA.
Virgínia chega enlouquecida a loja, Heitor e Victória se assustam.

VIRGÍNIA – Cadê a vaca?!

HEITOR – Se você tá falando da Carolina/

VIRGÍNIA – (corta) É claro, por quê? Descobriu outra? Daqui a pouco temos uma fazendinha aqui!

VICTÓRIA – Ela já veio e já foi embora!

VIRGÍNIA – Ah, mais que raiva. Perdi a oportunidade de humilhar aquela/

HEITOR – (corta) Dona Virgínia, me desculpe aí, mas por que essa implicância toda? Ela até é legal!

VIRGÍNIA – O problema é que eu tinha essa loja MUITO antes dela construir essa do lado! E a partir do momento que ela montou o barraquinho, quase ninguém mais vem aqui! Eu tinha minha loja primeiro! E eu vou fazer de tudo pra ela começar a vender o salsichão, em outra festa junina!

Virgínia sobe as escadas da loja. Heitor e Victória olham um pro outro. Dois clientes chegam, Victória vai atendê-los.
CORTA PARA:


CENA 15/ RIO DE JANEIRO/ RODRIGUES/ EXTERNO/ DIA.
Imagens do Rio de Janeiros, com uma música animada no BG. Até que chega à imagem da empresa de marketing Rodrigues, onde a CAM. Para.
CORTA PARA:


CENA 16/ RODRIGUES/ ESCRITÓRIO DE MILTON/ INTERNO/ DIA.
Milton sentado em uma cadeira. Ele pega o telefone do escritório e disca na chamada rápida.

MILTON – Márcia, diz pro Henrique vir aqui no meu escritório.

Milton desliga o telefone.
CORTA RÁPIDO PARA:


CENA 17/ RODRIGUES/ INTERNO/ DIA.
Henrique está tomando um café, quando Márcia chega.

MÁRCIA – Henrique, o Milton tá te chamando!

HENRIQUE – Ih, ferrou! Ele te falou por interfone?

MÁRCIA – Claro né? Nunca que o Milton pisaria na secretária, ele diz que é coisa de pobre.
HENRIQUE – Ele parecia nervoso?

MÁRCIA – Num parecia nem nervoso, nem calmo. Mas de qualquer jeito, é melhor você correr.
Henrique em um gole apenas termina seu café.

HENRIQUE – Fui!

Ele sai correndo. No caminho, passa por Valter que estava andando no sentido contrário dele. Valter está com uma papelada na mão, Henrique ao passar, sem querer derruba a papelada de Valter. A CAM. Fica em Valter que está bravo, ele começa a catar os papéis.

CORTA PARA:


CENA 18/ RODRIGUES/ ESCRITÓRIO DE MILTON/ INTERNO/DIA.
Henrique entra no escritório, Milton está lá sentado na cadeira.

HENRIQUE – Oi, Milton. A Márcia disse que você tava me chamando. . .

MILTON – Eu só queria saber se o Guilherme já aprontou tudo pra festa de amanhã à noite!

CORTA RÁPIDO PARA:


CENA 19/ RODRIGUES/ INTERNO/ DIA.
GUILHERME – Claro que tá tudo pronto!

CAM. Mostra Guilherme em pé na frente de Henrique.

HENRIQUE – É sério, Guilherme? É uma festa importante pra empresa! Ela vai simbolizar a união com a outra empresa da Inglaterra! Se der alguma coisa de errado, sobra pra gente!

GUILHERME – Pode ficar tranquilo, e falar pro Milton que tá tudo certo! Ele não tem com o que se preocupar!

Nós ouvimos em off, a voz de Valter vindo da próxima cena.

VALTER – (off) Eu quero mais é que o Milton se dane!

CORTA RÁPIDO PARA:


CENA 20/ RODRIGUES/ SECRETARIA/ INTERNO/ DIA.
Valter chegando com a papelada na secretaria.

MÁRCIA – Valter, não fala assim!

VALTER – Falo sim, Márcia! Aquele homem faz todo mundo aqui de capacho!

MÁRCIA – Mas nós somos os funcionários dele, nós trabalhamos pra ele.

VALTER – De funcionário pra capacho tem uma diferença enorme! E trata principalmente nós assim, que somos ‘míseros’ secretários da empresa, como ele diria.

MÁRCIA – Mas olha, é melhor parar de criticar o Milton, por que você sabe do que ele é capaz!

VALTER – Sei mesmo! Ele é capaz de levar essa empresa a falência.

CORTA PARA:


CENA 21/RODRIGUES/ ESCRITÓRIO/ INTERNO/DIA.
Milton sentado em sua cadeira sorrindo.

MILTON – Essa festa vai ser perfeita! Todos vão estar muito ocupados, aí eu vou poder, sem ninguém perceber, colocar meu plano em ação (pausa) e roubar o cofre. . .

Música de suspense.
 CORTA PARA: 

                                            
                                              1º INTERVALO COMERCIAL

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CENA 22/ COMUNIDADE/ CASA DE SÔNIA/ QTO DE CÁSSIO/ INTERNO/DIA.
Cássio está tocando um violão em seu quarto, quando Sônia entra.

SÔNIA– Ô filho, eu vou indo lá pro hotel, tá?

CÁSSIO – Tudo bem, mas, você não vai poder mesmo ir ao show hoje né?

SÔNIA – Eu queria muito, mas não vai dar. Eu tenho trabalho pra fazer, e esse show vai até tarde, amanhã acordo cedo. . .  Num vai dar mesmo, Cássio.

CÁSSIO – Então, tá. Mas tá levando a chave né? Por que senão, você fica aí na porta, até eu chegar!

SÔNIA – Claro que eu tô.

CÁSSIO – (em tom de brincadeira) Então, vai lá trabalhar Dona Sônia!

Os dois riem. Sônia sai do quarto.
CORTA RÁPIDO PARA:


CENA 23/ CASA DE SÔNIA/ SALA/ PORTA DO QTO DE CÁSSIO/ INTERNO/ DIA.
Sônia fecha a porta de Cássio, e encosta-se a ela sorrindo.

SÔNIA – Mas que orgulho que eu tenho desse menino!

Ela suspira, e sai andando. Na sala, ela tropeça na pequena mesa que tem lá, e sem perceber, deixa sua chave cair no chão. Ela ajeita a mesa, e sai. CAM. Dá zoom na chave.
CORTA PARA:


CENA 24/ RUA/ EXTERNO/ TARDE.
Sônia anda pela rua. Ela chega ao hotel, e entra.
CORTA RÁPIDO PARA:


CENA 25/ HOTEL/ HALL/ INTERNO/ TARDE.
Sônia entra no hotel. Eduardo está sentado no sofá do hall, aparentemente triste.

SÔNIA – Seu Eduardo? O que houve?

EDUARDO – Nosso único hóspede, ele foi. Disse que ia viajar pra outros lugares.

SÔNIA – Mas ele chegou anteontem!

EDUARDO – Por isso que eu acho que esse ‘outro lugar’ é outro hotel. Sônia, daqui a pouco a gente tá falido. Nem seu salário eu te pago direito.

SÔNIA – Ó, tive uma ideia. O senhor faz assim: você me paga metade do salário até os hóspedes começarem a aparecer. Quando isso acontecer, você volta a pagar meu salário inteiro.

EDUARDO – Sônia, você é uma pessoa muito boa, sabia?

SÔNIA – Já me disseram isso, mas eu particularmente acho que eu sou apenas, como qualquer um deve ser.

Sônia sai, deixando Eduardo ali sentado.

Ouvimos em off a voz de Luana vindo da próxima cena.

LUANA – Falidos?!

CORTA RÁPIDO PARA:


CENA 26/ HOTEL/ QTO DE LUANA E EDUARDO/ INTERNO/ TARDE.
EDUARDO – (já respondendo a pergunta de Luana) Quase! Nosso último hóspede foi embora!

CAM. Mostra Eduardo conversando com Luana no quarto.

LUANA – Meu amor, daqui a pouco nem a Sônia a gente consegue pagar!

EDUARDO – Daqui a pouco nem a Sônia a gente vai precisar!

LUANA – Você não acha melhor a gente acabar com o negócio do hotel?

EDUARDO – Mas e aí, como a gente vai se sustentar?

LUANA – Ué, você acha um emprego, eu também. . .

EDUARDO – Ah não, ter que sair de gravata, terno? Num é pra mim essas coisas!

LUANA – Mas então, como é que a gente vai fazer?

EDUARDO – Em relação a poucos hóspedes, o jeito é divulgar, sei lá, fazer folhetos! Agora quanto ao dinheiro. . . 

LUANA – Tive uma ideia!

EDUARDO – O que?

LUANA – O seu tio e a minha avó moram aqui de graça, e só nos custam mais trabalho. Que tal se a gente pedisse pra eles começarem a pagar hospedagem?


EDUARDO – Meu amor, até parece que você não conhece a avó que tem, e o tio do teu marido!

LUANA – O que você tá dizendo?

EDUARDO – Convencer aqueles dois de começarem a pagar hospedagem não vai dar certo, Luana!

LUANA – Claro que vai! Eles vão ceder rapidinho!

CORTA RÁPIDO PARA:


CENA 27/ HOTEL/ HALL/ INTERNO/ TARDE.
CELINA – (gritando) Mas nem ferrando que eu vou pagar isso aqui!

Celina e Eustáquio no hall, com Luana em sua frente.

EUSTÁQUIO – Eu com a Celina!

LUANA – Vó! Eustáquio! Ou vocês começam a pagar a hospedagem, ou vocês saem daqui e vão procurar abrigo em outro lugar!

CELINA – Que petulância é essa? Sua mãe num te deu educação, não?!

LUANA – Seja lá o que minha mãe tenha me dado, ela aprendeu com você!

EUSTÁQUIO – Enfim, nós não vamos pagar!

LUANA – Não vão pagar, então vão embora!

CELINA – Não vamos embora!

LUANA – Então paguem! (silêncio) Vão pagar ou ir embora? O que vocês escolhem?

CELINA – A terceira opção!

Luana fica confusa.
CORTA PARA:


CENA 28/ CASA DE CAROLINA/ SALA/ INTERNO/ TARDE.
Carolina deitada em seu sofá. A campainha toca. Ela levanta e vai atender. Quando abre a porta, vê Mônica.

CAROLINA – Mônica!

MÔNICA – Carol!

CAROLINA – Aconteceu alguma coisa?

MÔNICA – Não, só vim mesmo falar com a minha amiga! (sorri)

CAROLINA – Entra, entra!

CORTA RÁPIDO PARA:


CENA 29/ CASA DE CAROLINA/ SALA/ INTERIOR/ TARDE.
Mônica sentada no sofá, e Carolina chegando com dois copos de água.

CAROLINA – (dando um copo para Mônica) E você e o Bernardo?

MÔNICA – Ué, tamo bem!

CAROLINA – Ih, esse “tamo bem” não me convenceu, Mônica!

MÔNICA – Ah num vem com isso não Carol! A gente tá bem sim. Mas como estou na SUA casa, eu quero é saber de você? Achou alguém?

CAROLINA – Que nada, menina! Desde que eu me separei do ordinário do Eduardo, eu num tenho mais tempo pra nada!

MÔNICA – Ah nem vem! Tempo é o que você mais tem! Você fica em casa o dia inteiro!

CAROLINA – Mas, eu vou à loja todo dia também!

MÔNICA – Mas você fica lá, nem meia hora e já vai embora!

CAROLINA – É. . . isso é verdade!

MÔNICA – Por falar em Eduardo, o hotel aqui do lado ainda é dele?

CAROLINA – Claro! Dele e da loira burra!

MÔNICA – Você ainda gosta dele, num é?

CAROLINA – (depois de um tempo de silêncio) Talvez. . .

MÔNICA – (rindo) Eu sabia! Sabia!

CAROLINA - Eu disse ‘talvez’!

MÔNICA – Pra mim esse ‘talvez’ foi um sim!

CAROLINA – Só pra você, por que pra todas as pessoas normais, um talvez é um talvez, e um sim é um sim!

MÔNICA – Tá, tudo bem! (pausa) E teu filho?

CAROLINA – Eu passei lá no hotel pra falar com ele, mas o Eduardo disse que ele num tinha chegado da escola. Daí eu pedi pra ele avisar quando chegasse, mas até agora num falou nada!

MÔNICA – Ué, que estranho, já passou a hora dele chegar a muito tempo.

CORTA PARA:


CENA 30/ HOTEL/ HALL/ INTERNO/ANOITECER.
Eduardo no hall do hotel, descansando no sofá. Carlos entra pela porta. Eduardo acorda.

EDUARDO – Carlos! Você já devia ter chegado há muito tempo!

CARLOS – Mal, pai! É que eu fui fazer um trabalho de grupo com uns amigos lá.

EDUARDO – Tudo bem então! Mas vê se avisa da próxima!


CARLOS – Tranquilo!

Carlos sobe as escadas.

EDUARDO – Ih, a Carol pediu pra eu avisar!

Eduardo pega seu celular e disca.

EDUARDO – Alô? Oi, sou eu. Ele já chegou sim!

Luana aparece por trás.

EDUARDO – Então tá! Beijos, tchau.

Eduardo desliga o celular.
CORTA PARA:


CENA 31/ HOTEL/QTO DE LUANA E EDUARDO/ INTERNO/ ANOITECER.
Luana na frente de Eduardo dentro do quarto.

LUANA – Ô amor, com quem é que você tava falando lá embaixo no celular?

EDUARDO – Eu? No celular!

LUANA – É você, no celular.

EDUARDO – Ah, sim. Eu tava falando com a Carol, ela tinha passado aqui e pedido pra eu avisar quando o Carlos chegasse. Mas num vamos ficar falando dela não. Na verdade, eu num quero falar nada.

Eduardo começa a beijar Luana. Luana larga ele pro lado.

LUANA – Mas antes, olha pra mim e me diz: você ainda sente alguma coisa por ela?

EDUARDO – Claro que não, eu só tenho olhos pra você!

Eduardo começa novamente a beijar Luana. Eles caem na cama se beijando.
CORTA PARA:


CENA 32/ CASA DE MILTON/ SALA/ INTERNO/ ANOITECER.
Fátima está sentada no sofá vendo TV, quando Ana chega com uma bolsa.

FÁTIMA – Filha! Finalmente saiu daquele quarto.

ANA – Eu vim procurar alguma coisa pra comer na cozinha, mas num achei nada. Vou passar no mercadinho aqui do lado pra comprar alguma coisa.

FÁTIMA – (ansiosa) Ah, você vai sair?

ANA – (estranhando) Sim, acabei de falar isso!

FÁTIMA – Ah, é. (sorri) Toma cuidado lá, Ana.

ANA – Pode deixar mãe!

Ana sai. Fátima desliga a TV, checa na janela se ela realmente saiu e sobe as escadas.
CORTA RÁPIDO PARA:


CENA 33/ CASA DE MILTON/ CORREDOR/ ESCRITÓRIO/ INTERNO/ ANOITECER.
Fátima passa pelo corredor, e entra no escritório da casa. Ela olha a estante com as gavetas. FLASH-BACK ainda não gravado. Milton pegando dinheiro e guardando em uma gaveta do escritório. Sem ele perceber, Fátima olha tudo. Fim do FLASH-BACK.
CAM. Volta pra rosto de Fátima. Ela tenta abrir a gaveta que ela viu Milton escondendo dinheiro, mas a gaveta não abre. Ela procura uma chave, e acha em uma caixa em cima da mesa que tem no escritório. Ela abre a gaveta com a chave e vê muito dinheiro. Ela fica surpresa. De repente, Milton aparece atrás dela.
MILTON – O que você tá fazendo aí, Fátima?!

Os dois se olham, tensos.
CORTA PARA:


                                             2º INTERVALO COMERCIAL

CENA 34/ CASA DE MILTON/ ESCRITÓRIO/ INTERNO/ ANOITECER.
Continuação imediata da cena 33.

MILTON – Fala logo! O que você tá fazendo aí mexendo nas minhas gavetas?!

FÁTIMA – Eu tava procurando uma coisa/

MILTON – (corta) Tava procurando? Então você perdeu alguma coisa aqui no meu escritório?! Você frequenta esse escritório?! O escritório que ME pertence!

FÁTIMA – Essa casa também é minha, Milton!

MILTON – Num vem com esse papo pra mim não, Fátima! Sai daqui agora.

FÁTIMA – Você é um monstro!

MILTON – (gritando) Sai daqui!

Fátima fica parada.

MILTON – (em direção de Fátima) Se não quer ir por bem. . .  (ele puxa os cabelos de Fátima, que grita) vai por mal!

Milton joga Fátima no chão. Que logo sai correndo do escritório. Milton pega uma chave em sua mala, e tranca o escritório. Ele fecha a gaveta. Senta em sua cadeira do escritório e fica pensativo.
CORTA PARA:


CENA 35/ CASA DE SÔNIA/ SALA/ INTERNO/ ANOITECER.
Cássio toca violão. Seu celular toca. Ele atende.

CÁSSIO – Fala!

ADOLESCENTE – (off) Cássio, daqui a quatro horas começa a competição, e acabaram de falar que nós vamos ser os primeiros a tocar. Vem logo pra gente passar o som!

CÁSSIO – Tranquilo cara.

Cássio levanta, ele vê a chave de Sônia no chão.

CÁSSIO – Ih, mas antes eu vou ter que passar lá no trabalho da minha mãe. Ela esqueceu a chave aqui.
ADOLESCENTE – (off) Tá, mas num demora. E aproveita e distribui os folhetos do show na rua, quando tu
for lá!

CÁSSIO – Distribuo sim. Valeu!

Cássio desliga o celular.
CORTA PARA:


CENA 36/ RIO DE JANEIRO/ EXTERNO/ NOITE.
Imagens do Rio de Janeiro á noite com uma música lenta no BG.
CORTA PARA:


CENA 37/ HOTEL/ SALA DE JANTAR/ INTERNO/ NOITE.
Celina e Eustáquio na mesa do jantar.

CELINA – (gritando) Sônia! Cadê você?!

EUSTÁQUIO – Eu com fome!

Sônia chega.

SÔNIA – Aqui a comida pra vocês!

Sônia serve os pratos de Celina e Eustáquio.

CELINA – Finalmente, já tava demorando!

Batem na porta do hotel. Sônia vai atender.
CORTA RÁPIDO PARA:


CENA 38/ HOTEL/ HALL/ INTERNO/ NOITE.
Sônia abre a porta, é Cássio.

SÔNIA – Filho, o que você tá fazendo aí?

CÁSSIO – Você esqueceu a chave lá em casa!

SÔNIA – Impossível, mas tava na minha bolsa.

CÁSSIO – Olha, eu num sei como isso aconteceu, mas de qualquer jeito, toma aqui, que eu tenho que ir passar o som.

Cássio entrega a chave para Sônia.

SÔNIA – Espera aí. Que papelada toda é essa na tua mão?

CÁSSIO – São folhetos pra competição de bandas. . .  Pro show! A galera pediu pra eu ir entregando no caminho.

SÔNIA – Ah tá, então vai lá filho! Boa passagem de som!

Sônia sorri e Cássio sai. Carolina aparece na porta.

CAROLINA – Oi Sônia!

SÔNIA – Dona Carolina! Tudo bem? Veio ver o Seu Eduardo?

CAROLINA – Não, na verdade eu vim ver o Carlos!

SÔNIA – Ah sim, ele tá lá em cima no quarto dele.

CAROLINA – Posso subir?

SÔNIA – Claro, sobe.

Carolina entra, e Sônia fecha a porta.
CORTA PARA:


CENA 39/ RUA/ EXTERNO/ NOITE.
Cássio andando pela rua, entregando folhetos. Ele vê Ana voltando com compras, e fica paralisado. Ele sorri, e corre até ela. Ela o vê e sorri também.

CÁSSIO – Oi? É que eu divulgando uma competição de bandas que vai ter hoje. Daqui a três horas, já! E minha banda vai tocar lá! Você quer ficar com o folheto?

ANA – Ah, quero sim! Gosto muito de música

CÁSSIO – (encantado) Que ótimo! Enfim posso contar com você na plateia?

ANA – (depois de um tempo, pensando) Provavelmente!

CÁSSIO – Então, tá! Tchau.


ANA – Tchau.

Os dois sorriem e seguem seus caminhos. Ana olha para trás.

ANA – Ei, você! (Cássio olha pra Ana) Esqueceu de me dar o folheto!
Cássio volta correndo.

CÁSSIO – (sem graça) Ah, mil desculpas, é muita coisa pra pensar!

ANA – Tudo bem!

Cássio entrega o folheto pra Ana e vai embora. Ana também.
CORTA PARA:


CENA 40/ HOTEL/ QTO DE LUANA E EDUARDO/ NOITE.
Eduardo deitado na cama. Luana chega do banheiro, com uma bolsa e totalmente arrumada.

EDUARDO – Que isso? Pra onde é que você vai?

LUANA – Eu vou sair pra dar uma olhada em roupas!

EDUARDO – Não, você não vai não!

LUANA – Por que eu não posso ir?

EDUARDO – Porque eu te conheço e você vai querer comprar assim que ver, e a gente num tá podendo gastar nada!

LUANA – Relaxa, num vou comprar, só olhar mesmo. Coisa de mulher!

EDUARDO – Tudo bem, então. Mas antes de ir, me diz aqui: o que o meu tio e tua avó falaram sobre pagar a pousada?

CORTA RÁPIDO PARA:


CENA 41/ HOTEL/ SALA DE JANTAR/ INTERNO/ NOITE.
CELINA – Que não, não e não!

Celina e Eustáquio na mesa da sala do jantar e Eduardo em pé.

EUSTÁQUIO – Nós não vamos pagar!

EDUARDO – Tudo bem, eu sei que com vocês num adianta insistir, então, eu só vou pedir duas coisas! A primeira: vocês vão parar de ficar aproveitando da comida daqui em excesso! E segunda: vocês vão ajudar eu e Luana a entregarmos folhetos do hotel na rua!

CELINA – O que?! Folheto na rua? Que nem aqueles pobretões?!

EUSTÁQUIO – Nunca!

EDUARDO – Tudo bem, então acho que serei obrigado a despejar vocês!

Celina olha para Eustáquio.

EUSTÁQUIO – A que ponto nós chegamos, Celina?

CELINA – Ao ponto de não ter outra escolha, a não ser. . . .  Distribuir folhetos do hotel na rua!

CORTA PARA:


CENA 42/ HOTEL/ QTO DE CARLOS/ INTERNO/ NOITE.
Carlos digitando no computador, quando Carolina entra. Carlos fecha rápido o computador.

CAROLINA – Filho?

CARLOS – Mãe, o que você fazer aqui?

CAROLINA – Ué, eu vim conversar com você um pouco.

CARLOS – Fala, então. O que você quer conversar?

CAROLINA – Tá pegando alguém?

Carlos ri.

CARLOS – Que isso, mãe?!

CAROLINA – falando sério! Gosto de saber da vida das pessoas.

CARLOS – Vê novela então!

CAROLINA – Ih, novela? Coisa chata!

CARLOS – (sorrindo) Você é muito melhor do que a Luana. Sabia? Aquela mulher só fala de “vai estudar”, “vai fazer alguma coisa que preste”!

CAROLINA – Como se ela fizesse alguma coisa que preste.

Carlos ri.
CORTA PARA:

CENA 43/ RIO DE JANEIRO/ EXTERNO/ NOITE.
Imagens do Rio de Janeiro à noite com uma música bem animada no BG.
CORTA PARA:


CENA 44/ COMUNIDADE/ CASA DE VALTER E LURDES/ INTERNO/ NOITE.
Lurdes deitada no sofá. Valter chega.

LURDES – Oi, amor! Teve um bom trabalho?

VALTER – Quando? Quando eu tenho um bom trabalho, Lurdes?

Lurdes levanta.

LURDES – Ih, já vi que tá estressado. Quer que eu faça um suco de laranja, alguma coisa assim?

VALTER – Isso era pra ser uma piada?

LURDES – Que isso? Pra uma pessoa que teve um dia tão ruim de trabalho, você tá bem humorado, tá até achando humor onde num tem! Não foi piada nenhuma. Você que ou não o suco?

VALTER – (pensa) Eu quero sim!

LURDES – Tudo bem, então eu vou pegar umas roupas lá em cima no varal, e já faço pra você.

Lurdes sobe as escadas.
CORTA PARA:


CENA 45/ COMUNIDADE/ EXTERNO/ NOITE.
Olga e Raimundo chegando do trabalho andando.

OLGA – Quer ir lá no barzinho pra comer alguma coisa, Raimundo?

RAIMUNDO – Bora, vamos lá!

Eles veem Edgar entrando com uma mulher em sua casa.

OLGA – Acho melhor, outro dia! Hoje eu (boceja de mentira) cansada!

RAIMUNDO – (apressado) É. Eu também! Tô doido pra chegar em casa e descansar em minha cama linda!

OLGA – (já andando para trás, bem apressada) Bom, então acho que vou indo!

RAIMUNDO – (igualmente apressado, andando para trás) É. Então tá, tchau!
Apressados, Olga e Raimundo voam pra casa.

CORTA PARA:


CENA 46/ COMUNIDADE/ CASA DE VALTER E LURDES/ LAJE/ EXTERNO/ NOITE.
Lurdes na laje tirando as roupas do varal. De sua laje dá pra ver direitinho, a casa de Edgar e Nádia. Ela vê Edgar chegando ao quarto no quarto com uma mulher.

LURDES – Pera aí! Aquele é o Edgar?! Ele tá/

CORTA RÁPIDO PARA:


CENA 47/ COMUNIDADE/ CASA DE RAIMUNDO/  QTO DE RAIMUNDO/ INTERNO/ NOITE.
RAIMUNDO – (como se completasse a fala de Lurdes, olhando Edgar de sua janela) traindo a Nádia!
CORTA RÁPIDO PARA:


CENA 48/ COMUNIDADE/ CASA DE OLGA/ QTO DE OLGA/ INTERNO/ NOITE.
OLGA – (como se completasse Raimundo, observando Edgar de sua janela também) DE NOVO!

Olga fica pasma, mas continua assistindo. Edgar tira a camisa e fecha a janela.

OLGA – O dia que eu conseguir ver a traição completa, eu fico feliz. Mas por enquanto, vou ter que me conformar com segundos de “preparação”.

Olga fecha a cortina de sua janela.
CORTA PARA:


CENA 49/ HOTEL/ QTO DE EDUARDO E LUANA/ INTERNO/ NOITE.
Eduardo arrumando algumas roupas, quando alguém bate na porta do quarto.
EDUARDO – Entra!

Carolina entra.

EDUARDO – (surpreso) Carolina!

CAROLINA – Oi!

EDUARDO – O que você tá fazendo aqui?

CAROLINA – (se aproximando) Não, é que eu tava falando com o Carlos lá no quarto, daí passei aqui só pra dizer que eu indo embora já!

EDUARDO – Ah, tá! Tudo bem!

Eduardo e Carolina se olham. Eduardo abraça Carolina, inseguro e sem-graça – ambos rindo –. Eduardo sorri para ela. Eles ficam um tempo se olhando, até que Carolina beija Eduardo. Luana entra no quarto e vê o beijo. Eduardo e Carolina param de se beijar e olham para Luana.

                                                           FIM

6 comentários:

  1. Postei a crítica em um outro post mas me dei conta que não se tratava de um Capítulo... Então aqui vai:

    CRÍTICA DE GABRIEL FARAC - PARTE 1

    Olá a todos vocês!
    Quero parabenizá-los pela estreia. Todos estávamos muito animados para ler as novelas. Estão ótimas.
    Não vou falar apenas de VENENOSAS, vou fazer uma crítica GERAL comentando de cada uma.
    A respeito de DOIS AMORES, de autoria de nome desconhecido. A primeira coisa que se nota é a inexperiência no ramo de escrever histórias. Como por exemplo, neste pequeno comentário: 'Guilherme passeia pelos corredores da faculdade quando é abordado por Amanda, uma colega que sempre foi apaixonada por ele.' Desnecessário! Totalmente desnecessário! Você pode mostrar a realidade de sua histórias nas falas, e fez isso neste diálogo:
    "LÍGIA: Calma gata! Rilex. Continua derretida pelo Gui?
    Amanda: Sim. O tempo passa, mas os objetivos não. Eu ainda consigo namorar o Guilherme. E vou realizar essa conquista amanhã, na casa dele."
    Está evidente que Amanda é apaixonada por Guilherme, você usou essa tática extremamente bem na fala, mas infelizmente foi desperdiçada com o comentário anterior.
    Outro fato horrível é os acontecimentos estarem acontecendo de forma tão rápida e súbita. Na cena 7, Ana já está com seu plano altamente "bolado" para tirar Larissa da cidade e afastá-la do namorado. Muito preciso, muito rápido. O problema é que o autor está apostando, rapidamente, no desenrolar principal da história. Acho que a história de amor entre Larissa e Otávio deveria ser muito mais explorada, de forma ampla. Na cena 1 nos deparamos com os dois felizes por se reencontrarem após 2 meses (A propósito, sobre isso, devo dizer que o fato dos personagens que são NAMORADOS se encontrarem apenas na faculdade abaixa o nível da história e faz parecer que eles não se gostam realmente. Afinal, como a personagem diz, passaram-se 2 meses!), e então, na cena 7, a menina já vai sair da cidade. A exploração da vida das personagens, suas amizades, o ambiente onde estão, é um dos pontos PRINCIPAIS para construir uma ótima narrativa. Outro erro evidentemente grave é Larissa dizer que é menor de idade. Não sei qual o ano que ela está cursando na faculdade, mas geralmente os estudantes têm 18 anos ou os completam logo no início do curso. Não sei qual a idade da moça mas esse erro precisa ser reparado, ou o cenário, no caso a Faculdade, eliminado.
    Cena 10: Problemas graves. A personagem está disposta a agarrar o homem que amam. Mas ela não traçou um plano para isso! Ela chega, diz que o ama e os dois se beijam apaixonados? Não!
    Incômodo mesmo é que uma cena depois, eles já transaram! Repito: Sua narrativa está correndo assustadoramente rápida, e receio que isso irá afastar os leitores que pretende alcançar. As cenas, além de muito previsíveis e sem nenhum elemento surpresa, estão horrivelmente curtas!

    DOIS AMORES - NOTA: 4,0.
    É o primeiro capítulo e minha crítica está aqui. Não estou falando mal de sua história, ela tem tudo para ser uma das melhores do blog. Mas mude o jeito de escrever! Não faça que sua história derrape! Explore a vida dos personagens e faça com que as reviravoltas aconteçam com o tempo certo. O capítulo é consideravelmente curto, e muita coisa importante aconteceu, coisas que poderiam ser distribuídas ao longo de, por exemplo, 7 capítulos, sem deixar de explorar a vida e o ambiente de cada personagem!

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  2. CRÍTICA DE GABRIEL FARAC - PARTE 2

    Agora, VENENOSAS, de João Victor Gasparini.
    Críticas construtivas são bem aceitas, certo? Pois bem. João, primeiro passo para atrair leitores: Mude a escrita! O Primeiro Capítulo de VENENOSAS contém erros ABSURDOS de português. Erros INACEITÁVEIS! E a falta de pontuação? Você tem tempo de arrumar isso em seus próximos capítulos, então corra que ainda tem tempo.
    Enredo? Não sei quantos anos João tem, mas o foco de sua história é infantil e parece não ter pesquisado o suficiente para introduzir uma ação policial na história.
    "BIANCA : DONA MELISSA PRECISAMOS INTERROGA-LA
    MELISSA: MAS O QUÊ ACONTECEU ?
    BIANCA:A SENHORA ESTEVE NA CASA DO SENHOR JOSÉ ROBERTO , HOJE AS SEIS E MEIA
    MELISSA : NÃO , EU NÃO ESTIVE
    BIANCA: NÓS RECEBEMOS UMA LIGAÇÃO DA SENHORA , AFIRMANDO QUE HAVIA MATADO SEU NAMORADO
    MELISSA: MAS EU NÃO LIGUEI
    BIANCA: DONA MELISSA NÓS TEMOS UM MANDATO DE PRISÃO , A SENHORA ESTÁ PRESA ATÉ O DIA DE SEU JULGAMENTO"
    O que foi isso?! A polícia chega, primeiro PERGUNTA se a mulher esteve no local do crime em tal horário, e DEPOIS que a interrogada diz NÃO, há um mandato de prisão?
    Erro grave: ( JOSÉ ROBERTO , CHEGA EM CASA E NÃO PERCEBE NADA DE ESTRANHO , QUANDO SOBE AS ESCADAS PARA IR PARA SEU QUARTO , É ASSASINADO , POR UMA PESSOA , QUE NÃO PODE SER VISTA )
    JAMAIS faça isso, em hipótese alguma! Como eu disse anteriormente, deixe que com as falas de seus personagens, as pessoas entendam o que se passa! Não dê informações CRUCIAIS antes! Isso prejudica a sua escrita.
    Cenas horrivelmente curtas e uma passagem de tempo colocada de qualquer jeito. Você deve abordar sua história e EXPLORÁ-LA. Vi que você planeja colocar a personagem Raíssa como uma volã cruel, mas ela me pareceu nada mais que uma criança infantil querendo um doce. O mesmo se aplica à Baltazar. Você não explorou o caráter de seus personagens. O primeiro Capítulo é o IDEAL para isso. Explore e exponha seus personagens. As cenas são curtas, e o mesmo se aplica às falas. Isso não pode acontecer! Você deve mostrar como Raíssa, por exemplo, é na realidade e não somente introduzir falas à personagem e mostrá-la como uma pessoa má.
    No julgamento: Como é que Melissa sabia que a assassina era Raíssa? Isso deveria ser um mistério para todos.
    Outra coisa: Há um porteiro? O homem é rico? Evidentemente há câmeras de segurança. Por que elas não foram nem ao menos mencionadas?
    "ENQUANTO ISSO NA MANSÃO SIQUEIRA ,RAÍSSA AMEAÇA ARMENIA , DE CONTAR A POLÍCIA, QUE QUEM A DESPENSOU NAQUELE DIA TINHA SIDO ELA"
    Você parou a cena do julgamento no início de um interrogatório, dando detalhes de sua próxima cena. Pra que as pessoas lerão os diálogos se um pequeno resumo (mal feito, devo dizer) já está incluído ali?
    Outra: Melissa não tem vizinhos? Se ela saiu do trabalho às 18h30, os funcionários não poderiam confirmar isso?

    "MELISSA: EU NÃO MATEI O JOSÉ ROBERTO , EU O AMAVA , A VERDADEIRA ASSASINA É A RAÍSSA , POR ISSO ELA QUERIA QUE ELE FIZESSE O TESTAMENTO SEMANA PASSADAAAAA"

    HORRÍVEL. Por que Zé Roberto colocaria RAÍSSA nos testamento? Como ela poderia obrigá-lo a fazer isso? Eles eram parentes?

    "ARMENIA:SEI EU NÃO VOU FAZER NADA SÓ NÃO ME DEMITA , EU PRECISO DESSE EMPREGO , EU TENHO 5 FILHOS PRA SUSTENTAR..."
    Mesmo depois de saber que a mulher que vive na porta ao lado é uma AMBICIOSA, ASSASSINA, FRIA E CRUEL, Armênia não vai embora porque PRECISA DO EMPREGO? Como assim, gente? Não entendi a dessa mulher.

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  3. CRÍTICA DE GABRIEL FARAC - PARTE 3

    "MELISSA PASSA DIAS E DIAS TRAMANDO SUA VINGANÇA , ELA AGORA NÃO PODE PERDER SEU FOCO , PORQUE COMO JÁ DIZIA A FRASE DE FRIEDRICH NIETZSCHE : Na vingança e no amor a mulher é mais bárbara do que o homem." Amigo, oi? Você está construindo uma narrativa. O que é isso no meio do capítulo?

    VENENOSAS - Nota: 0,5.
    Estou dando meio ponto por conta da abertura, que encaixou com o nome da história. Mas João Vitor, pelo amor de Deus! Mude completamente seu modo de escrever o quanto antes.
    Sua história despenca em cada palavra. A vilã trama no primeiro capítulo, e consegue a ascenção ao poder ainda no mesmo? Erradíssimo. Como eu disse sobre Dois Amores: EXPLORE seus personagens! EXPLORE!
    Outra coisa: Melissa fazer um pacto com o diabo? O que é isso? Entendo que sua novela é uma "batalha entre vilãs" mas cadê a protagonista?
    Sinceramente, sua história pode melhorar sim, tanto no enredo como no modo como escreve. Mude isso se quiser manter seus leitores e que a nota da história mude! Estou torcendo para isso porque a história está INFANTIL. Parece conto de fadas para as crianças ficarem com medo em noite de Sexta-Feira 13!

    MARCAS DO PASSADO, de William Costa. Sua escrita é boa e melhor que a das duas novelas anteriores, mas há um problema evidente nesta "emissora" que deve ser alterado o quanto antes, e irei comentar sobre isso ao fim da crítica de LADO A LADO.
    Sobre a história, não há muito a se dizer. As cenas, de grande parte, também são curtas. Mas estão sendo bem conduzidas, sem dúvida. A história está confusa, e há pouca exploração de personagens. Explicarei o porquê.

    MARCAS DO PASSADO - NOTA: 7,0.
    Comentarei os erros ao fim.

    LADO A LADO, de Felipe Leibold.
    "Atrás do balcão de Moda Shopping, está Márcio, que trabalha lá. Ele está lendo uma revista. Márcio vê a hora, e assusta, são 10h30min AM."
    Ele está atrás do balcão: É evidente que ele trabalha na loja. A frase seguinte é desnecessária. Outro erro: 10h30min AM. O AM é desnecessário.
    Em LADO A LADO, além dos pequenos erros apontados, não há nada GRAVE. Há erros, é claro, que serão discutidos agora, mas a história, assim como MARCAS DO PASSADO, está sendo bem conduzida e em ritmo leve, como deve ser.
    LADO A LADO - NOTA: 8,0.

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  4. CRÍTICA DE GABRIEL FARAC - PARTE 4

    Agora, irei falar dos problemas que provavelmente farão os autores perder leitores nos próximos capítulos.
    Gente, vocês estão escrevendo uma história, certo? O pessoal que entrar neste blog vai LER a história, e não "assistir", como anuncia o slogan do site.
    Em todas as quatro novelas, vocês usaram o ROTEIRO como forma de narrativa geral e acho que isso é o maior problema aqui. Vocês estão escrevendo algo para as pessoas lerem, e não algo que será enviado à uma produtora e transformado em vídeo.
    Como exemplo, vejamos esta cena de LADO A LADO:

    "CENA 10/ CASA DE VIRGÍNIA/ QTO DE FÁBIO/ INTERNO/ DIA.
    Fábio sentado em sua cama pensativo. FLASH-BACK – ainda não gravado -.
    Fábio num beco escuro da rua, fumando – aparentemente drogas – com algumas outras pessoas. Logo depois, uma cena deles andando pela rua, completamente drogados.
    Fim do FLASH-BACK CAM volta para o rosto de Fábio, que coloca sua mão na testa pensando.
    CORTA PARA:"

    Gente, por favor. Não façam isso. Soa ridículo alguém entrar no blog e ler o Capítulo da história assim, sem contar que é cansativo e confuso ao ler a fala das personagens.
    "Flashback não gravado". É claro que não está gravado, nada está gravado. Câmera no rosto de Fábio... Gente, NÃO.
    Eu estou adorando a ideia de vocês de postarem novelas, é realmente legal essa inovação na internet, mas vocês precisam escrever pensando nas pessoas que vão ler.
    Eu quase desisti de ler LADO A LADO por conta da construção da narrativa. O Capítulo é longo, devo parabenizar Leibold por isso... Mas a construção é péssima. Não se trata de um roteiro, se trata de uma história. Para ela funcionar, como diz Aguinaldo Silva, você tem que ter um argumento. Isso, todos os autores apresentaram ter (Apesar de DOIS AMORES e VENENOSAS, principalmente, serem os mais fracos).
    Não sei quantos Capítulos estão prontos, mas aconselho vocês a NÃO continuar postando os Capítulos assim. O que vai acabar acontecendo é que as pessoas vão entrar aqui, votar na opção que quiserem na enquete e nem ao menos saber do que cada história trata.
    Como conselho, então, repito: Retirem imediatamente a forma ROTEIRO de escrita. Não é um roteiro! É uma história.
    Vocês já pensaram em lançá-las como livro? Não é assim que irá chamar atenção das pessoas para comprá-los, quanto mais para lê-los pela internet. Não estou tentando me sentir superior... Digo isso porque sou formado em Letras há três anos, antes que digam que eu não sei do que estou falando... Já tive de escrever crônicas, e histórias longas com mais de 30 Capítulos (Obviamente, com um único foco, sem núcleos) como trabalho da faculdade e aconselho vocês, sinceramente, a mudarem isso.

    Em nota, a média do BLOG por completo fica em 4.8, que pode facilmente ser arredondado para 5.0 e torna-se uma nota AZUL, graças ao trabalho e esforço de Felipe Leibold e Willian Costa.
    Ao autor desconhecido de DOIS AMORES e ao João Vitor, de VENENOSAS, mudem a escrita. Explorem os personagens e apostem em Capítulos com acontecimentos leves. Se continuar assim, creio que a novela de vocês não passará do Capítulo 10. Aumentem as cenas e NÃO escrevam em forma de roteiro, pois perderão leitores!

    Ah, mais uma coisa: Isso de ser o PRIMEIRO CAPÍTULO, que vai definir se a pessoa gosta ou não. É verdade. Mas, se a pessoa não gostar, o que irá levá-la a assistir, no caso, LER, ao Capítulo 02?

    Estarei aqui lendo os Capítulos diariamente e amanhã estarei de volta com mais uma opinião sobre o Capítulo 02 de cada novela. Espero ficar surpreso e não me decepcionar.

    Abraços,

    Gabriel Farac

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  5. Gabriel,
    Aqui é Felipe, o autor de 'Lado a Lado', e confesso que fiquei lisonjeado por ter dado nota 8 para o primeiro capítulo. Afinal, eu não recebi grande aceitação do público, por conta do tamanho do capítulo, mas acredito que um primeiro capítulo é responsável por explicar muita coisa, e nós não conseguimos explicar nada em apenas 6 páginas.
    Obrigado pela audiência, espero que goste do resto da novela. Só pra avisar, por 'Lado a Lado' ser o último horário, será uma novela menor.
    A direção do blog agradece seus comentários.
    E um aviso: Não sei se entendi muito bem o que falou sobre elementos sobrenaturais em novelas (como o pacto em 'Venenosas'), mas se não gosta disso, peço que analise bem, antes de criticar, UM apenas, fato "sobrenatural" que irá acontecer em 'Lado a Lado'.
    Abraços,
    Felipe Leibod

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  6. Quanto a forma de roteiro, me desculpe, mas não mudaremos. Queremos introduzir um novo modo de leitura para pessoas. . . Na internet é claro. E mais uma pequena coisa, o que quer dizer com 'mal construído' -quando se referiu de 'Lado a Lado'?
    A pergunta acima foi apenas, pois eu gostaria de melhorar o que for preciso! Acompanhe os próximos capítulos, e dê sempre seu comentário, que será muito bem vindo.

    Abraços,
    Felipe Leibold

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