terça-feira, 7 de agosto de 2012

Capitulo 22 de Vida nas Mãos

Continuação imediata do capítulo anterior

CENA 1 /CAFUNDONÓPOLIS DO NORTE /FLORESTA

Mariana – Carolina, vamos! O que houve? O que aconteceu com você?
Carolina – (apontando para frente) Olhe ali!
Mariana – São os índios Napoinara! Vamos fugir! Eles são perigosos! Vamos, antes que nos vejam!

Mariana puxa Carolina pelo braço, tirando-a de perto dos índios. Carolina vai mas segue olhando para o lado onde se encontra Yuri.

Alguns metros dali...

Grande Matriarca – (irritada) Não quero saber de briga, viu?
Yuri – Mim desculpa grande Matriarca! Índio não quer briga, mim só quer ajudar índia Luana!
Luana – Mim fica agradecida, índio Yuri!

Cauã segue com os outros, calado, irritado.

Cauã – (pensando) Yuri, mim vai acabar com você! Se prepara! Palavra de índio Cauã, futuro cacique da tribo Napoinara!


CENA 2 /MANSÃO FELISBERTO /SALA /INTERIOR /DIA

Ana cansa de ficar esperando por notícias e resolve tomar providências. Levanta e avisa aos presentes, Gregório e Evandro, que vai sair.

Ana – (levantando) Cansei! Eu vou procurar a Carolina!

Ana sai e bate a porta, não dando tempo para Evandro e Gregório falarem qualquer coisa.

Gregório – O que deu nela?
Evandro – Preocupação, meu irmão...
Gregório – Culpa daquela empregadinha de merda que vocês contrataram!
Evandro – Você foi o primeiro a concordar, Gregório! E não fale assim dela! Ela tá fazendo seu trabalho direitinho.... Não tenho reclamação nenhuma!
Gregório – Ah, quer saber! Eu vou lá pro meu quarto! Tenho mais o que fazer! Quando elas chegarem, diga que quero ter uma conversa séria com elas!

Gregório levanta e sobe as escadas em direção ao quarto.

Evandro – Meu irmão... Você não muda mesmo!


CENA 3 /MANSÃO FELISBERTO /EXTERIOR /DIA

Ana sai correndo.

Ana – Espero que você esteja em casa... Preciso muito conversar com você!


CENA 4 /TAPERA /INTERIOR /DIA

Bruno – Sabrina, você viu que tá pra inaugurar uma construtora na cidade?
Sabrina – Vi sim, meu irmão!
Bruno – Quem sabe não é a chance que você procura!
Sabrina – Tomara, Bruno! Preciso muito de um emprego! Minhas economias estão acabando...
Bruno – Vai dar tudo certo, Sabrina!

Sabrina abraça Bruno.


CENA 5 /TRIBO NAPOINARA /OCA DO CACIQUE /INTERIOR /DIA

Cacique Yuri tá arrumando algumas coisas em sua oca quando Luana chega.

Yuri – Índia Luana! Algum problema? Tudo bem?
Luana – Tudo bem sim, índio Yuri! Graças à Tupã e a índio Yuri!
Yuri – Função de índio é defender tribo! Mim gosta de índios! Índios são família! Mim quer proteger todos!
Luana – Mim gosta muito de Índio Yuri!
Yuri – Mim também gosta de índia Luana! Índia Luana amiga de mim!

Nesse momento, Luana se aproxima de Yuri e lhe rouba um beijo.


CENA 6 /CASA CACHORRINHO /SALA /INTERIOR /DIA

A família Cachorrinho está reunida na sala acertando os detalhes sobre a inauguração da Construtora Felisberto, com a presença do padre Henrique que quer acertar os detalhes religiosos sobre uma cerimônia de inauguração.

Lázaro – Tomara que essa construtora melhore essa cidade!
Evaristo – Isso mesmo, meu pai!
Lázaro – E quem sabe você, que se formou na área pode trabalhar lá!
Evaristo – Já estou preparando meu currículo, pai!
Emiliano – Isso mesmo, meu irmão! Afinal, somos cachorrinhos! Digo, somos a família Cachorrinho!
Henrique – Que os anjos digam amém e Nosso Senhor Deus abençõe para você conseguir esse emprego, Evaristo!

Nesse instante, Aurélia chega.

Aurélia – Alguém aceita um café?
Emiliano – Eu? Aceito!
Evaristo – Aceito sim, mãe.
Lázaro – Pode trazer!
Henrique – Obrigado, minha filha! Vou aceitar o café, os biscoitinhos e os bolinhos! Digo, aceito o café sim! Que Deus abençõe sua hospitalidade!


CENA 7 /CASA RANDONE /SALA /INTERIOR /DIA

Felício está sentado assistindo TV quando toca a campainha.

Felício – Já vai!

Felício abre a porta.

Felício – Ana, que prazer revê-la!
Ana – Precisava muito falar com o senhor!
Felício – Sem formalidades, Ana! Mariana não está em casa!
Ana – Eu sei! Ela saiu com Carolina! Foi bom pra Carolina e porque assim poderia conversar com você em particular...
Felício – Entre! Temos muito o que conversar...

Ana entra na casa da família Randone.

Congela em Ana com olhar misterioso.

FIM DO CAPÍTULO.

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