sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Capítulo 20 de Vida nas Mãos




CENA 1 /CASA CACHORRINHO /DIA

Gregório vai entrando e encontra Lázaro ajoelhado, limpando o chão.

Gregório – (irônico) Hahaha Então é o senhor prefeito, a empregada da casa? Muito bom saber disso! Hahaha

Lázaro se levanta correndo, envergonhado.

Lázaro – É que... /
Gregório – (Corta) Eu sei, senhor prefeito! Fica tranquilo! Hahaha
Lázaro – (aliviado) Ainda bem que o senhor entende...
Gregório – Claro! Assim como entendo que o senhor vai arrumar toda a papelada para a inauguração da construtora Felisberto na antiga Casa das Pombinhas... E tudo isso sem nos cobrar absolutamente nada... 
Lázaro – (assustado) O quê?
Gregório – Não se faça de desentendido prefeito Lázaro... Ou devo chamá-lo de empregadinha? Hahaha
Lázaro – Me respeita, ou senão... /
Gregório – Senão o quê? Ande! Fale! Senão eu espalho que o ilustre prefeito da cidade de Cafundonópolis do Norte não passa de um pau mandado da esposa? Que enquanto ela resolve todos os problemas da prefeitura, o senhor cuida dos serviços domésticos, feito uma dama? Hahaha
Lázaro – Por favor, senhor! Não conte pra ninguém! Minha carreira política está em jogo...
Gregório – Sua? Ou da sua esposa? Hahaha. Está bem, então fechamos o acordo!
Lázaro – Fechamos.

CENA 2 /CIDADE /PLANO GERAL /DIA

Paisagens da cidade são mostradas ao som de “Titãs – É Preciso Saber Viver
Letreiro: Alguns dias depois...

CENA 3 /MANSÃO FELISBERTO /SALA /INTERIOR /DIA

Mariana finamente convenceu Carolina a dar uma volta pela cidade. Ana ficou satisfeita.

Ana – Meninas, fico muito feliz que tenham resolvido dar um passeio juntas. Mariana, mostre para Carolina um pouco da beleza dessa cidade.
Mariana – Pode deixar, dona Ana, digo, Ana!
Carolina – Ainda não me conformo! Que graça tem sair pra ver mato?
Mariana – Não tem só mato, Carolina! A cidade tem muitas coisas legais, vou te mostrar.
Carolina – Tem shopping, por acaso?
Mariana – Ainda não. Mas, tem muitas outras coisas divertidas.
Ana – Agora vão, senão não conseguem aproveitar.

Mariana e Carolina saem.

CENA 4 /TRIBO NAPOINARA /EXTERIOR /DIA

Grande Matriarca está preocupada. Yuri chega.

Yuri – Grande Matriarca, o que aconteceu?
Grande Matriarca – Cacique Yuri precisa saber. Índio Cauã e índia Luana desapareceram.
Yuri – Mim vai procurar! Cacique Yuri cuida de tribo e não deixa índios em perigo!
Grande Matriarca – Vá sim! Que Tupã guie seus passos!

Yuri sai pela mata atrás de Cauã e Luana.

CENA 5 /CAFUNDONÓPOLIS DO NORTE /PREFEITURA /INTERIOR /DIA

Aurélia – Que marido frouxo eu arrumei! Valha-me Deus!
Lázaro – Aurélinha, eu não tive culpa! Ele chegou de surpresa!
Aurélia – Não teve culpa... Tivemos que organizar toda a papelada da inauguração da Construtora Felisberto sem ao menos lucrarmos um pouquinho! Pelo contrário, só prejuízo!


CENA 6 /CAFUNDONÓPOLIS DO NORTE /FLORESTA

Mariana e Carolina estão passeando pela cidade. No momento estão na área rural, onde tem a floresta de Cafundonópolis do Norte.

Carolina – E essa agora! Mais mato! Só mato! Não vejo mais nada nesse lugar!
Mariana – Você não está gostando de admirar a natureza? Essas lindas flores, os pequenos animais que encontramos até agora, ouvir essa bela melodia dos pássaros...
Carolina – Credo! Que coisa primitiva! Pra mim é tudo mato e pronto!
Mariana – Venha, vamos continuar...

Carolina avista uma estreita estrada de terra e aponta para lá.

Carolina – O que tem pra lá?
Mariana – Nada não, Carolina! É muito perigoso ir pra lá! Não podemos!
Carolina – Ah é? Hahaha. Por que não? Acha que eu tenho medo de alguma coisa?
Mariana – Não, Carolina! Sério! É perigoso! Sempre fomos alertados a não seguir por esse caminho...
Carolina – Grande coisa! Eu vou...
Mariana – Lá fica a tribo Napoinara! Todos dizem que são índios muito perigosos!
Carolina – Índios? Hahaha. Até que enfim encontrei algo divertido aqui!

Carolina sai correndo em direção a essa estrada. Mariana corre atrás.

Mariana – (Gritando) Carolina, espere! Volte! É perigoso!

CENA 7 /TRIBO NAPOINARA /EXTERIOR /DIA

Cauã e Luana estão na beira da lagoa observando a natureza.

Cauã – Índia Luana é bonita!
Luana – (envergonhada) Que isso, índio Cauã!
Cauã – Mim gostaria de fazer uma coisa.
Luana – O quê?

Cauã agarra Luana a força e tenta beijá-la. Luana desvia o beijo e começa a gritar.

Luana – (gritando) Socorro!

Luana consegue escapar dos braços de Cauã e sai correndo. Cauã corre atrás dela e em pouco tempo consegue alcançá-la.

Luana – Mim solta! Mim não gosta de brincadeira de índio Cauã!
Cauã – Mim não solta índia Luana! Mim gosta de índia Luana e índia Luana vai ser de índio Cauã!
Luana – (gritando) Não! Mim solta!

Ouve-se uma voz vinda de longe!

Voz – (gritando) Solta índia Luana!

Cauã está com Luana nos braços, à força, tapando sua boca, quando de repente uma flecha surge rente aos seus olhos e prende-se a uma árvore.

Yuri – Mim disse pra soltar índia Luana!

Congela em Yuri irritado.

FIM DO CAPÍTULO.

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