Continuação
imediata do capítulo anterior.
CENA 1 /CATIVEIRO
/INTERIOR /DIA
Karina – Dona
Jussara! Quanto tempo! Feliz em me ver? Hahaha
Jussara, amarrada e
amordaçada, arregala os olhos percebendo que uma de suas estimadas
meninas a traiu.
Karina – Fica
assim não, dona Jussara! Deixa eu te contar uma coisa. Eu nunca
gostei da senhora! Nunca gostei da forma como a senhora nos tratava!
Eu sempre quis a Casa das Pombinhas pra mim. E agora que a senhora
vai morrer, vai ser tudo meu... /
Gregório –
(corta) Nosso! Não esquece que é com meu dinheiro que tudo isso tá
acontecendo. Quero metade dos lucros!
Karina – É claro,
meu amor! Nosso! Mas, continuando, dona Jussara... A senhora vai
morrer daqui a pouco, sabia? Hahaha Então, vá fazendo suas últimas
orações!
Gregório – Só
que antes quero que você me faça um favor. Hahaha
Jussara se debate,
tenta gritar mas não consegue. Gregório pega uma arma e aponta para
Jussara.
Gregório – (para
os capangas) Desamarrem ela!
Os capangas obedecem
e desamarram Jussara.
Gregório – Olha
aqui, sua vadia. Ouça bem porque eu não vou repetir duas vezes.
Você vai escrever um bilhete para o Evandro. E eu vou ditar, para
você não tentar qualquer besteira. E ai de você se não me
obedecer! Hahaha
CENA 2 /MANSÃO
FELISBERTO /QUARTO DE EVANDRO /INTERIOR /DIA
Evandro está
andando em círculos pelo quarto, preocupado.
Evandro – Não é
possível! Será que a minha Jussara foi sequestrada? Mas, por quem e
por quê? Ela nunca fez mal a ninguém. Preciso descobrir isso e
principalmente encontrá-la!
Evandro ouve um
barulho vindo da sala e vai até lá.
CENA 3 /MANSÃO
FELISBERTO /SALA /INTERIOR DIA
Gregório está
chegando em casa, tenso. Evandro desce as escadas correndo.
Evandro –
Gregório, meu irmão! Ainda bem que você chegou!
Gregório – O que
houve? Por que essa agonia toda?
Evandro – A
Jussara...
Gregório – O que
tem a Jussara?
Evandro – Ela foi
sequestrada!
Gregório sente um
frio lhe correr o corpo.
Gregório – Como
assim, sequestrada, meu irmão?
Evandro – Eu tinha
um encontro com ela hoje, mas cheguei lá e não a encontrei. Não
tinha ninguém na casa.
Gregório – Ah
Evandro, ela pode ter dado uma saída. Relaxa, meu irmão!
Evandro – Não,
não foi uma simples saída! Ela foi sequestrada!
Gregório – Como
você pode ter certeza disso, Evandro?
Evandro – Eu
encontrei a correntinha que ela sempre usa, jogada no chão do
quarto.
Gregório –
(pensando) Vadia! Não era pra ter deixado rastro!
Gregório – Meu
irmão, fique calmo! Não pense no pior. Eu vou te ajudar a
investigar!
CENA 4 /CASA DAS
POMBINHAS /SALA /INTERIOR /DIA
As meninas chegam em
casa e não encontram Jussara.
Michelle – Cadê a
dona Jussara?
Menina 1 – Deve
estar lá no quarto.
Michelle – Vá lá
e veja, por favor. Estou com um mal pressentimento.
Menina 1 – Ok.
Minutos depois. A
colega de Michelle volta da suíte de Jussara, desesperada.
Menina 1 –
Michelle! A dona Jussara não tá lá também!
Michelle – Ai meu
Deus!
Nesse momento,
Karina chega em casa tensa.
Michelle – Karina,
onde você estava?
Karina –
Resolvendo umas coisas, mas me digam, meninas, o que aconteceu?
Michelle – A dona
Jussara desapareceu!
Karina –
Desapareceu?
Karina dá um
sorriso de leve.
CENA 5 /MANSÃO
FELISBERTO /SALA /INTERIOR /DIA
Gregório e Evandro
estão conversando, quando de repente, alguém bate na porta.
Evandro pula do sofá
e vai correndo atender.
Evandro –
(ansioso) Será que é ela? Será que é minha Jussara?
Gregório –
(baixinho) Pode apostar...
Evandro abre a
porta.
Evandro – Quem é
você?
Homem – Tenho uma
entrega para o sr. Evandro Felisberto.
Evandro – Sou eu
mesmo.
Homem – Aqui está.
O carteiro lhe
entrega um envelope.
CENA 6 /CASA DAS
POMBINHAS /QUARTO DE KARINA /INTERIOR /DIA
Karina está
escolhendo um vestido.
Karina – Logo logo
eu serei a dona de tudo isso daqui! Nessa hora a carta já deve ter
chegado lá.
Michelle entra no
quarto e se espanta.
Michelle – Karina,
como você pode estar tão tranquila, com essa situação? Dona
Jussara desapareceu e você está aí escolhendo vestidos!
Karina – Estou
preocupada também Michelle.
Michelle – Não
parece!
Karina – Quem é
você pra saber como eu me sinto?
Michelli sai.
Karina – Idiota!
Quando eu for a dona você vai ver...
CENA 7 /CIDADE /PLANO GERAL /DIA
Paisagens
da cidade são mostradas ao som de “Titãs – É Preciso Saber
Viver”
CENA 8 /MANSÃO
FELISBERTO /QUARTO DE AFONSO /INTERIOR /DIA
Afonso está
deitado, muito doente, tossindo muito. Vânia entra com uma bandeja.
Vânia – Querido,
trouxe seus remédios e alguma coisa pra você comer. Você precisa
se alimentar. Senão, vai ficar ainda mais fraco!
Afonso toma os
remédios.
Afonso – Eu não
quero comer! (tosse) Vânia, preciso lhe dizer uma coisa!
Vânia – Afonso,
seja o que for, primeiro alimente-se. O mais importante é sua saúde!
Afonso – (tosse) É
importante, mulher!
Vânia – Diga
então, querido.
Afonso – Você
sabe que não me resta muito tempo de... (tosse) ...vida /
Vânia – (corta)
Não diga isso, meu amor! Você vai ficar bem!
Afonso – Quieta,
Vânia! (tosse) Nossos filhos receberão tudo o que conquistei
durante esses anos todos. Já fiz o testamento! Mas... (tosse)
Os remédios fazem
efeito e Afonso dorme sem completar.
Vânia – Pobre
Afonso! Descanse, meu querido. Você irá acordar melhor, se Deus
quiser!
CENA 9 /MANSÃO
FELISBERTO /SALA /INTERIOR /DIA
Evandro pega a carta
nas mãos e vai até onde Gregório está.
Gregório – E aí,
Evandro, quem era?
Evandro – O
carteiro. Veio me entregar isso.
Evandro mostra o
envelope.
Gregório – De
quem é?
Evandro – Da
Jussara!
Gregório – Olha
aí, meu irmão! Eu disse que não era pra você se preocupar! -
sorri.
Evandro abre a carta
e lê.
Evandro –
(espantado) Vadia!
Congela em Gregório,
sorrindo.
FIM DO CAPÍTULO.
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