sexta-feira, 18 de maio de 2012

Capitulo 10 de Batalha do Éden

CENA 01 / INTERIOR / SUÍÇA / HOSPITAL / SALA DE ESPERA / MADRUGADA

EVA – E essa menina que não voltou até agora, hem, Joseph?! Não tem o mínimo de consideração com o meu   filho!
JOSEPH – Calma, amor... A mãe dela deve estar morrendo, sabia disso?
EVA – Mãe... Sei...

É quando um homem entra discretamente na sala de espera e implanta uma bomba dentro de um vaso de plantas. Ele troca olhares com Joseph e Eva, que disfarçam.


Eva- Você viu isso? 

CORTA PARA:

CENA 02 / EXTERIOR / SUÍÇA / HOSPITAL / MADRUGADA

Quando o homem está longe o suficiente, o hospital explode. Sangue, pedaços de corpos e vários outros objetos não identificados voam debaixo do avião onde Benoliel e Terezinha estão voando. Entra narrativa:

                “Terezinha já está acostumada com isso; a ser bandida. Não satisfeita em dar golpes sozinha, chamou seu parceiro de rua, Benoliel – onde conheceu nos terríveis abrigos do Maranhão – para ajudar-lhe a arrancar uma grana dos otários. Por onde passam, sempre alguém morre. Sempre alguém perde dinheiro. Sempre alguém sofre.
                Mas eles sempre se divertem.”.

CORTA PARA:

CENA 03 / INTERIOR / ILHA DAS MARAVILHAS / CABANA / NOITE

Sandra está acordada, olhando pela janela da cozinha o tempo rude que a noite abriga. Eclésio a abraça por trás, a fim de confortá-la.

SANDRA – Ela não voltou até agora...
ECLÉSIO – Calma, meu amor, já liguei pra polícia e eles estão resolvendo o caso.
SANDRA – Que polícia o quê, Eclésio! (se solta do marido) Você acha que a polícia vai resolver alguma coisa?!
ECLÉSIO – Desde quando a gente se conheceu, lá naquela vendinha em Petrópolis, há 10 anos atrás, alguma coisa que   eu disse deu errado em nossas vidas?!
SANDRA – Não... Mas olha esse tempo: uma tempestade vai desabar do céu daqui a pouco!
ECLÉSIO – Deus escreve certo por linhas tortas.

Eles se entreolham.

SANDRA – Pois ele que escreva seu livro errado, porque eu vou pro Rio de Janeiro agora!

Sandra vai para o quarto e arruma as suas coisas. Eclésio vai atrás, atônito.

ECLÉSIO – Fazer o quê no Rio de Janeiro, mulher?!
SANDRA – Descobrir onde está Lisandra.

Sandra sai de casa.

ECLÉSIO – Espera! Eu vou com você!

Eclésio arruma suas coisas e vai junto com a mulher para a rodoviária. Discretamente, Pomba-gira os segue.

CORTA PARA:

CENA 04 / INTERIOR / ILHA DAS MARAVILHAS / RODOVIÁRIA / NOITE

A rodoviária está vazia. É possível ouvir os raios da tempestade ecoando.

SANDRA – Quando sai o próximo ônibus para o Rio de Janeiro?
ATENDENTE – Dentro de meia hora, senhora.
SANDRA – Ótimo: vamos neste mesmo.

Eclésio paga as passagens. Depois de um tempo esperando, eles põem as bagagens no bagageiro. Escondido, Pomba-gira entra no bagageiro do ônibus. O motorista liga o motor e a viagem se inicia.

CORTA PARA:

CENA 05 / EXTERIOR / ALGUM LUGAR DA COSTA FLUMINENSE / NOITE

Jussara/Lisandra está tentando se soltar enquanto Petrus dirige o barco.
PETRUS – Merda! Falei que ia chegar lá em duas horas. Não sei onde estava com a cabeça quando disse isso!
JUSSARA/LISANDRA – Realmente, não demora duas horas nem de trem bala de Ilha das Maravilhas até qualquer outro   lugar do Brasil!
PETRUS – Calada, vadia.

Enquanto os dois conversam, Jussara consegue se soltar das cordas e pega uma chave de fenda no interior do barco. Lentamente, ela se aproxima de Petrus.

JUSSARA/LISANDRA – Ô Seu sequestrador, tenho um presentinho pra você!

Petrus vira e toma uma porrada com a chave de fenda. Como o barco é relativamente grande, ela não chega a cair no oceano, mas fica gravemente ferido. A tempestade começa a cair. O barco começa a balançar e, depois de muita instabilidade, vira.


 FIM DO CAPITULO

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