CENA 01 / INTERIOR / SUÍÇA
/ HOSPITAL / SALA DE ESPERA / MADRUGADA
EVA
– E essa menina que não voltou até agora, hem, Joseph?! Não tem o mínimo de
consideração com o meu filho!
JOSEPH
– Calma, amor... A mãe dela deve estar morrendo, sabia disso?
EVA
– Mãe... Sei...
É
quando um homem entra discretamente na sala de espera e implanta uma bomba
dentro de um vaso de plantas. Ele troca olhares com Joseph e Eva, que
disfarçam.
Eva- Você viu isso?
CORTA
PARA:
CENA 02 / EXTERIOR / SUÍÇA
/ HOSPITAL / MADRUGADA
Quando
o homem está longe o suficiente, o hospital explode. Sangue, pedaços de corpos
e vários outros objetos não identificados voam debaixo do avião onde Benoliel e
Terezinha estão voando. Entra narrativa:
“Terezinha já está acostumada com isso; a ser
bandida. Não satisfeita em dar golpes sozinha, chamou seu parceiro de rua,
Benoliel – onde conheceu nos terríveis abrigos do Maranhão – para ajudar-lhe a
arrancar uma grana dos otários. Por onde passam, sempre alguém morre. Sempre
alguém perde dinheiro. Sempre alguém sofre.
Mas eles sempre se divertem.”.
CORTA
PARA:
CENA 03 / INTERIOR / ILHA
DAS MARAVILHAS / CABANA / NOITE
Sandra
está acordada, olhando pela janela da cozinha o tempo rude que a noite abriga.
Eclésio a abraça por trás, a fim de confortá-la.
SANDRA
– Ela não voltou até agora...
ECLÉSIO
– Calma, meu amor, já liguei pra polícia e eles estão resolvendo o caso.
SANDRA
– Que polícia o quê, Eclésio! (se solta do marido) Você acha que a polícia vai
resolver alguma coisa?!
ECLÉSIO
– Desde quando a gente se conheceu, lá naquela vendinha em Petrópolis, há 10
anos atrás, alguma coisa que eu disse
deu errado em nossas vidas?!
SANDRA
– Não... Mas olha esse tempo: uma tempestade vai desabar do céu daqui a pouco!
ECLÉSIO
– Deus escreve certo por linhas tortas.
Eles
se entreolham.
SANDRA
– Pois ele que escreva seu livro errado, porque eu vou pro Rio de Janeiro
agora!
Sandra
vai para o quarto e arruma as suas coisas. Eclésio vai atrás, atônito.
ECLÉSIO
– Fazer o quê no Rio de Janeiro, mulher?!
SANDRA
– Descobrir onde está Lisandra.
Sandra
sai de casa.
ECLÉSIO
– Espera! Eu vou com você!
Eclésio
arruma suas coisas e vai junto com a mulher para a rodoviária. Discretamente,
Pomba-gira os segue.
CORTA
PARA:
CENA 04 / INTERIOR / ILHA
DAS MARAVILHAS / RODOVIÁRIA / NOITE
A
rodoviária está vazia. É possível ouvir os raios da tempestade ecoando.
SANDRA
– Quando sai o próximo ônibus para o Rio de Janeiro?
ATENDENTE
– Dentro de meia hora, senhora.
SANDRA
– Ótimo: vamos neste mesmo.
Eclésio
paga as passagens. Depois de um tempo esperando, eles põem as bagagens no
bagageiro. Escondido, Pomba-gira entra no bagageiro do ônibus. O motorista liga
o motor e a viagem se inicia.
CORTA
PARA:
CENA 05 / EXTERIOR / ALGUM
LUGAR DA COSTA FLUMINENSE / NOITE
Jussara/Lisandra
está tentando se soltar enquanto Petrus dirige o barco.
PETRUS
– Merda! Falei que ia chegar lá em duas horas. Não sei onde estava com a cabeça
quando disse isso!
JUSSARA/LISANDRA
– Realmente, não demora duas horas nem de trem bala de Ilha das Maravilhas até
qualquer outro lugar do Brasil!
PETRUS
– Calada, vadia.
Enquanto
os dois conversam, Jussara consegue se soltar das cordas e pega uma chave de
fenda no interior do barco. Lentamente, ela se aproxima de Petrus.
JUSSARA/LISANDRA
– Ô Seu sequestrador, tenho um presentinho pra você!
Petrus
vira e toma uma porrada com a chave de fenda. Como o barco é relativamente
grande, ela não chega a cair no oceano, mas fica gravemente ferido. A
tempestade começa a cair. O barco começa a balançar e, depois de muita
instabilidade, vira.
FIM DO CAPITULO
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